sábado, 17 de junho de 2017

Lascívia com detergente

Bobadela, 17h30, 42º C.
O facto merece celebração.
Empanzino-me de melancia fresca com a cumplicidade gelada, até ao epílogo, deste maná. Depois, se o mito não me tiver encortiçado o metabolismo, obrarei tudo o que for devido, tendo presente que quem caga mais do que come corre risco sério de extinção. Se encortiçar, que se foda, rolho-me, paro de fazer disparates.
E de dizê-los.
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Fui à feira

Sou pouco tolerante a pichagens e aos diversos modos e géneros de vandalização dos equipamentos públicos, disfarçada amiúde de arte. Quando dou com painéis de horários grafitados fico possesso.
Ontem, no cais do metro de Entrecampos senti-me interpelado por um «te amo» escrito estrategicamente ao lado da flor-logótipo da Linha Amarela.
Confesso: rendi-me, achei graça e fiquei um pouco mais receptivo à bondade — neste caso servida pela mestria que apagou todas as letras de «Entrecampos» estranhas à mensagem, com a mutilação cirúrgica do "p" até ficar "o" — por vezes implícita em actos censuráveis, prejudiciais ao interesse primordial público.

Duas mulheres a precisarem de ser vistas, cada qual com sua razão:
- Clara Ferreira Alves, vendas;
- Teresa Leal Coelho, votos.
Talvez, arrisco eu.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Feriado

Deus ri?
Deus bebe?
Deus peida-se?
Deus caga?
Deus espirra?
Deus tem cócegas?
Deus espreguiça-se?
Deus dorme?
Deus coça-se?
Deus arrota?
Deus funga?
Deus fode?
Deus vem-se?
Deus chora?
Deus salta ao pé-coxinho?
Deus cria macacos do nariz?
Se não for assim, o corpo de Deus não é grande coisa.
Deus me perdoe.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Exactamente ao contrário

«[…]
"Há quem queira sair em poucos segundos e quem comece por se sentir tranquilo, mas toda a gente fica perturbada", acrescentou o engenheiro da Microsoft responsável pela construção desta câmara ecóica – onde todos os sons são absorvidos e não há qualquer eco (exactamente ao contrário da forma como ouvimos o mundo).
[…]»

Este é, por conseguinte, o dia em que Ana Taborda, competente, simpática e bonita editora da Sábado, se espalhou com estardalhaço. 

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Apesar do deslize estrídulo hei-de dizer, com dorido conhecimento de causa, melhor, com convicção de saber do que falo, talvez melhor, com percepção escrutinada em leitura comparativa abundante, isto é, com atrevimento sustentado nos factos e com a mais subjectiva das objectividades e vice-versa — sem com isto querer, nanja eu, dar graxa a Manuela Gonzaga, personalidade que aliás não me arrebata e cuja «consultoria linguística», aqui, de resto, muito me decepciona. Como pôde a doutora Manuela avalizar a feia consultoria que o bom gosto da Porto Editora recambia, por tão desgraciosa ser, para a decente consultadoria? —   que a revista Sábado evidencia habitualmente revisão de textos
melhor do que a da Visão;
melhor do que a do Expresso;
muito melhor do que a do Jornal de Letras, que tem uma revisão desgraçada;
melhor do que a da LER;
equiparável à do SOL, à do Correio da Manhã, à do i ou à do Observador;
melhor do que a do Público;
incomparavelmente melhor do que a do Diário de Notícias, que é uma calamidade diária;
não tão boa como a do Chove, porque ninguém é perfeito.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ó João Céu e Silva, pelo amor da santa!

«Esteve em vários jornais até chegar ao Expresso, onde também assinou a coluna Pluma Caprichosa.» *
...
«Foi directora da Casa Fernando Pessoa e é júri do prémio Pessoa.» **

- João Céu e Silva, acerca da «marca/estrela» de Balsemão,  antiga «santanete», Clara Ferreira Alves, perdão, e portanto Clara Ferreira Alves, opinadora mutante e mui variada, com quem conversa no DN de hoje a propósito do seu sexto livro.
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* Continua a assinar, desde 1995, se não se importa.
"A pluma caprichosa", já agora,  título de um poema de Alexandre O'Neill, de 1962, que a autora da coluna assumidamente homenageia. [Excerto, ... mas não alimente os pombos, foda-se!]

** «é júri», João Céu e Silva?

Chiça penico, chapéus de coco, bordas de alguidar, borrões de candeia!

domingo, 11 de junho de 2017

Eleit@s e autor@s

Nunca acreditei em que José Rodrigues dos Santos tivesse dito intencionalmente o que disse, no telejornal de 07.Out.2015, acerca da eleição de Alexandre Quintanilha, por acaso marido de Richard Zimler.  

Muito menos me passa pela cabeça que a Porto Editora trate deliberadamente Frederico Lourenço, por acaso marido de André Nassife, como o trata na página 14, de 16, do bem feito, bonito e útil opúsculo "Autores que nos unem", distribuído aos visitantes da 87.ª Feira do Livro de Lisboa.

Mas acho graça a estas coisas.

Superlativo absoluto simples de Manuel Alegre: 100 000,00 €

Em três edições do Expresso do ano de 2005, o socialista emérito Manuel Alegre, deputado na altura, escrevia e assinava "Um par de Purdeys", pregão pornográfico ao Banco Privado Português, de nefanda memória:
«Fui às compras com o Dinheiro, porque esse, ao menos, sabe fazer contas. Passei por uma espingardaria, vi um par de Purdeys muito bonitas, essas armas que há muito são o meu sonho. Outros querem carros e jipes de grandes marcas, casas de campo e de praia, mais isto e mais aquilo, eu só queria um par de espingardas Purdey. Olhámos o preço, o Dinheiro torceu o nariz.
- O vencimento de deputado é uma pelintrice, se não dava para os charutos do outro, como é que queres que dê para as Purdeys?
E fazendo contas de cabeça, acrescentou: Nem sequer com os direitos de autor.
[…]
fiquei na dúvida se o Dinheiro não estaria ele próprio contaminado, quer pela doutrina social da Igreja, quer por algumas reminiscências de Marx, se não do "Capital", que só o Louçã deve ter lido até ao fim, talvez, quem sabe, dos "Manuscritos de 1844", que falam também da alienação do capitalista.
Tretas. O velho enganou-se. Qual alienação qual carapuça. Abre os olhos, rapaz, olha para o mundo à tua volta, o capitalismo ganhou, quem é e quem pode é quem tem.
[…]
- … a poesia não dá para o que tu sabes.
E apontou, o filho da mãe, as duas Purdeys, que mais uma vez ficaram no tinteiro.
Manuel Alegre»


Informação circunstanciada. - Público online, 07.Jan.2011.

Com voto favorável dos quatro jurados não portugueses do "Prémio Camões 2017", Paula Morão, presidente do júri, e Maria João Reynaud atribuíram a Manuel Alegre os 50 mil euros correspondentes à contribuição de Portugal.

Entre os 29 ungidos, desde 1989, não consigo lobrigar nenhum, incluindo Hélia Correia, tão fraco e desmerecedor como o tonitruante poeta sofrível e intratável cagão de Águeda que, a despeito de não ter mais do que 11 anos oficiais de escolaridade — nenhuma desonra ou menoscabo nisso, porém! —, a doutora Clara Ferreira Alves, reverencial e embevecida, tratava por doutor Manuel Alegre no Falatório da RTP 2, em 1996. Não era nem é a única; e ele não desgosta nem corrige.  

Não gosto de Manuel Alegre. Conheço-lhe os escritos quase todos; acompanho-lhe desde 1974 o trajecto público, caprichoso, errático, truculento, mas permanentemente amesendado, com a família*, à República. Não sei de que coisa assim tão extraordinária cultural e civicamente Portugal lhe deva, mas consigo especular sem vesânia nem má-fé sobre quanto, no seu rol doméstico privado, ele "deve" aos contribuintes portugueses. Desde quinta-feira passada, mais 50 000,00 €.

«É natural que me atribuam este prémio. Até podia ter sido mais cedo.» – Manuel Alegre, DN, 09.Jun.2017.

Pode, finalmente, tirar as Purdeys do tinteiro. 

Professora Paula Morão: vitória justíssima.
Presidente-arlequim: homenagem justíssima.

Siga o baile.
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* Manuel Alegre de Melo Duarte,
- casado com Mafalda Maria de Campos Durão Ferreira, antiga subdirectora dos Assuntos Consulares;
- pai de Francisco Durão Ferreira Alegre Duarte, diplomata, e de Joana Durão Ferreira Alegre Duarte, assessora da vereação PS no município de Lisboa;
- irmão de Maria Teresa Alegre de Melo Duarte Portugal, ex-deputada do PS, viúva do célebre guitarrista e antigo deputado do PS António Jorge Moreira Portugal [1931–1994], mãe de Manuel Alegre Portugal, jornalista da RTP, e de João Raul Henriques Sousa Moura Portugal, recente ex-deputado do PS e actual vereador pelo PS na Câmara Municipal da Figueira da Foz, o que me remeteria inevitavelmente para "Tavares & Tavares e o incenso dos Joões", pois, como avisa Ana Cristina Leonardo, «Isto anda tudo ligado», mas estou sem tempo e sem pachorra e ai de mim se quero sugerir seja o que for.
Etc.

«dominar perfeitamente o português»

Sob o título alternativo "Queres trabalhar no i e no Sol?" / "Queres trabalhar no Sol e no i?", o i "online" e em papel de 09.Jun.2017 e a edição em papel do Sol de 10.Jun.2017 trazem o seguinte convite a licenciados com entre 21 e 30 anos: 
«O i e o Sol vão abrir um concurso de estagiários. Ponto prévio: quem não ler jornais e não for uma pessoa profundamente informada sobre o que se passa no país e no mundo, não vale a pena candidatar-se. Segundo ponto prévio: quem não dominar perfeitamente o português – falado e escrito – também não deve continuar a ler isto.»
[...]
E acaba:
«Se pensas que podes ser candidato a estagiário no i e no Sol, envia um texto de 3000 caracteres sobre as eleições no Reino Unido, que decorreram na quinta-feira; uma notícia de 2500 caracteres sobre o discurso do Presidente da República que vai acontecer amanhã, no 10 de junho, e ainda uma carta com as razões porque queres ser jornalista. Além do CV, claro.
Os candidatos devem enviar os textos até terça-feira, dia 13 de junho para o mail opinião@newsplex.pt. Quem for selecionado será depois convidado a prestar provas já no jornal. O estágio será, obviamente, remunerado.»

Em tão pouca prosa e não desconsiderando a redacção acordistada do convite,
- vírgula indevida a seguir a «no mundo»;
- incumprimento da alínea e) do n.º 2 da Base XIX do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 [Plúvio a fazer de advogado do diabo] em «no 10 de junho». Bem, «no 10 de Junho»;
- erro grosso «em as razões porque». Bem, «as razões por que»;
- vírgula em falta a seguir a «13 de junho». 

Ante isto veio-me inevitavelmente à lembrança o requerimento de estágio de uma moça licenciada em "Gestão de Recursos Humanos" — designação que, se me concentro nela mais do que os dois segundos de um hausto, me causa necessidade urgente de um anti-histamínico — que me passou pelas mãos em finais dos anos '90 do século passado, trabalhava eu na melhor companhia aérea do mundoNo item "Conhecimento de línguas", a jovem cursada em tretas afirmava deter «domíneo oral e escrito da lingua portuguêsa». Três erros, uma mentira. 

Quem acode?

sábado, 10 de junho de 2017

O rigor de Luís Nobre Guedes

«A mulher dele, a Cláudia, que escreve no Expresso, dizia...»
Luís Nobre Guedes — pseudónimo de Luís José de Mello e Castro Guedes — na RTP 3, em 08.Jun.2017, incitando à compra de "E Deus criou o mundo", de Carlos Quevedo

Acontece que a mulher do Carlos não se chama Cláudia nem escreve no Expresso.

Este Nobre Guedes sempre me soou a jactante mediocridade.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Menina Elsa e menina Ângela*, não se faz isso ao senhor Ferreira Fernandes!

«[...]
Ao mesmo tempo, o czar tirava as medidas à suntuosidade do edifício e à harmonia dos jardins para os reproduzir em São Petersburgo.
[...]»

Lá que por obediência ao patrão obediente à estupidez tenham de mudar o esmerado peremptório para o medonho perentório, vá que não vá. Agora, suntuoso por sumptuoso não é só medonho; é, em Portugal, erro medonho.
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...
Copy desk**: Elsa Rocha (coord.), Ângela Pereira
...

** «Copy desk» era, se bem me recordo, como em português antigo se denominava o copista-revisor, aquele que conferia e corrigia a cópia efectuada pelo copista revisável,  e assim sucessivamente.

sábado, 3 de junho de 2017

Alberto Gonçalves, mal, muito mal,

e talvez pior o Observador ao puxar para lide da crónica um excerto recolhido neste parágrafo, negritos meus: 
«[...]
A quarta diferença é o comentário sobre Pedro Passos Coelho. Dada a doença da mulher deste, o estadista sisudo de um país convencional evitaria alusões desagradáveis. O dr. Costa, rosto da felicidade que nos caiu em cima, não evitou – ou por distracção, o que atesta o seu discernimento, ou de propósito, o que demonstra o seu repugn…, perdão, impecável carácter. A alegria não quer saber de maleitas.
[...]»

Repórter da SIC- Senhor Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho dizia ontem que o governo se estava a aproveitar das obras do anterior governo para...
António Costa- É um homem menos alegre. Adeus.

A interpretação do comentário de António Costa extrapolada para a doença de Laura Ferreira soa-me a delírio oportunista e, indo até ao fim do adjectivo inacabado de Alberto Gonçalves, repugnante.
Não, não é este Alberto Gonçalves que aprecio. De todo!

Já agora, parece-me, a mim que levo 35 anos de assembleias de condóminos, leviana, redutora e infeliz, se não gratuita, a jocosa "Nota de rodapé" do colunista acerca da governação democrática da "casa comum" dos milhões de portugueses que, citando-o e ao contrário dele, «por isto ou por aquilo» habitam em apartamentos contíguos sob o mesmo telhado. O envolvimento activo e cúmplice na harmonia e na saúde do condomínio sempre me pareceu coisa necessária, importante e digna, um indicador de civilização. Mas, claro, e finalizando desta vez com palavras sábias do doutor António Vitorino, «não é um processo fácil nem isento de dificuldades.»  
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* Obviamente na parte inteligível do "catrapilo" prosódico que António Costa costuma ser.

O «assassinato» de António Bagão Félix

Bom de contas e botânico amador, proclamando-se com convicção, orgulho e garbo, benfiquista católico — não lhe basta uma religião —, António Bagão Félix, por quem mantenho antiga admiração crítica, parece homem de refinada sensibilidade visual e olfactiva, como se infere, por exemplo, destas sinestésicas e extasiantes "Cores e fragrâncias…" no Público de 19.Mai.2017.

Revejo-me genericamente e gosto muito da crónica de Bagão Félix, "Tempos e silêncios", no Público de ontem:
«Há uns tempos, tive a oportunidade de ler um interessante texto de um editorialista italiano do Corriere della Sera, Beppe Severgnini sobre a crise – que eu diria estrutural – do modo verbal conjuntivo. Escreveu ele que o conjuntivo está moribundo. Não se trata, porém, de nenhum assassinato linguístico, de um suicídio premeditado ou induzido, ou de uma eutanásia idiomática. Trata-se, sobretudo, da desconsideração das ideias de dúvida, de incerteza ou de humildade (ou de todas em conjunto). 
[…]
Estamos vivendo uma avalanche de pseudo-hegemonia dos factos (mesmo que não o sejam…). É a primazia crescente sobre a filosofia, a hermenêutica e sobre a necessidade de compreender as coisas. Mas é, de igual modo, uma expressão deste tempo onde quase tudo é efémero, virtual, rápido, descartável, ligeiro, superficial, inútil, supérfluo.
Pouca gente julga, considera, crê ou pensa. Muita gente sabe, transmite, comunica, tem a certeza. 
[…]
Hoje quem se arrisca a usar o conjuntivo ou o condicional, corre o sério risco de ser visto como uma pessoa insegura. “Creio que seja deste modo”, “quem seria aquela pessoa?” cansam os mais convencidos que retorquirão “oh homem, deixa-te de creio e parece. As coisas são ou não são, ponto final”. […]»

Só não gosto mais do texto por causa do horrendo «assassinato»; linguístico, pois. Não que os dicionários o não acolham, mas caramba!, tendo ao dispor a incomparável eufonia de «assassínio», para não falar do apuro etimológico,  por que estranho e inesperado desfalecimento do gosto este devoto activo da língua portuguesa — terceira religião? — resvala para tamanha e escusável feiura?
Ó Plúvio, frena-me essa disenteria adjectivante, porra!
Pensando melhor, acho que sei. Muito recomendável de olhos e de nariz, Bagão Félix não é a primeira vez, afinal, que indicia percepção defeituosa nos tímpanos. Lembremo-nos do Pedro Barroso
Será por isso: diz «assassinato» e soa-lhe bem.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O papel triste do Diário de Notícias em papel

A notícia da morte de Armando Silva Carvalho começou a circular pelas 11h00 de ontem, 01.Jun.2017.
Nos jornais em papel de hoje:
i - "O homem que sabia a mar", por José Manuel de Vasconcelos [2 páginas inteiras com chamada na capa]
Público - "Um poeta ácido, lúcido, erótico, político", por Luís Miguel Queirós [página inteira]
Jornal de Notícias - "1938-2017, Armando Silva Carvalho", obituário [1/3 de página]

No Diário de Notícias nem uma palavra sobre Armando Silva Carvalho.
Conheço bem o DN, de que sou leitor indefectível desde 1970 e ultimamente assinante. Estava crente em que depois da direcção medíocre de Fernando Lima [Out.2003-Nov.2004] fosse impossível pior. Enganei-me. Aí está, com Paulo Baldaia ao leme, a direcção porventura mais rasca desde 29 de Dezembro de 1864.
Um desconsolo, este DN definhante de Proença de Carvalho, Luís Montez, genro de Cavaco Silva, Pedro Marques Lopes, "o comunitário" — não sei de colunista tão penosamente apedeuta de pena e de língua na comunicação social portuguesa —, Dias Loureiro e José Sócrates de cujo* "O dom profano" vem, por coincidência na mesma edição em que não houve lugar para a morte de um poeta, promoção da Porto Editora oferecendo um exemplar «a cada 8 chamadas» para o 760 ... ... O vexame a que um tenaz divulgador de filósofos se sujeita.
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* Deus me perdoe a ousadia deste determinante relativo.

Onde tem Deus os tomates?

Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e [principalmente] invisíveis, Ele que abarbatou a credibilidade perdida por Poseidon e Neptuno, tivesse-os Ele no sítio e veríamos se a América que votou no grunho não ia levar nos próximos três dias — moldura penal ajustada por defeito — um arraial de maremotos, tsunamis e furacões, ciclones e tornados; cheias, enxurradas e aluviões [lembrando sempre que aluvião, como cheia e enxurrada, seus sinónimos,  é substantivo feminino]; geadas, canículas, frieiras e insolações. Para aprender.
Ou talvez não e o grunho tenha razão. 
Confesso que Ferreira Fernandes me influenciou e admito que não devesse reagir tão a quente. É do clima.

domingo, 28 de maio de 2017

Tradução horrorosa

«[...] Bisogna dire con forza che questa cultura competitiva tra i lavoratori dentro l'impresa è un errore [...]»
Em português pluviano, «É preciso dizer com veemência que esta cultura competitiva entre trabalhadores no seio da empresa é um erro.»

Eis o que o Papa disse segundo a Rádio Renascença.

Imagino que a Aura Miguel tivesse ido mijar na altura. Mas até o tradutor da Google faria melhor do que o estagiário surdo de turno.