sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Acordo Ortográfico [71]

«[…]
A única força que sustenta o Acordo é a mesma que condenou o País a esta crise profunda: inércia. Está na altura de lhe bater o pé com força, e a causa contra o Acordo até na rua terá sucesso.
[…]»
- x -  
«O PEN Clube Internacional condenou por unanimidade o Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa de 1990.
[…]»

Assembleias populares

«[…]
Salvo questões de minúcia, os debates das AP são posteriores às conclusões.
[…]»

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Terrorismo económico

«[…]
o objectivo de Passos Coelho e do seu quinteto de terroristas económicos (Gaspar, Moedas, António Borges, Braga de Macedo e Ferraz da Costa) é outro bem diferente: eles querem mudar o paradigma económico, mesmo que para tal tenham de destruir o país, como, aliás, estão a fazer. Fiel aos ensinamentos dos seus profetas americanos, esta extrema-direita económica que nos caiu em cima acredita que o Estado deve deixar de gastar recursos com quem não garante retorno e concentrar-se apenas em apoiar, ajudar, estimular e dar livre freio aos poucos negócios escolhidos — que, assim, não poderão deixar de prosperar. Aquilo a que chamam o “processo de ajustamento” da nossa economia é um caminho deliberado de abandono do que acham que não tem préstimo ou futuro: o emprego pago com salários decentes, os direitos do trabalho, as pequenas empresas que não exportam, a própria classe média que vive do trabalho.
No fim do “ajustamento”, ficarão apenas as grandes empresas financiadas por baixos salários ou instaladas nos antigos monopólios públicos com lucros garantidos, e uma multidão de emigrados ou de desempregados, prontos a trabalhar por qualquer preço e em quaisquer condições. Esse será o seu “sucesso” final.
[…]»

António Araújo,

do Malomil, à conversa com José Pedro Castanheira.

domingo, 23 de setembro de 2012

O doutor Pedro Marques Lopes diz

niglegente. E insiste, com clareza: niglegente.
Eixo do Mal | SIC N, 23.Set.2012
E daí? Nada.

Comunicação

«[…]
Estes novos magos da comunicação vivem no mundo da transparência, da pedagogia dos mestres, do material didáctico de hipermercado. A regra que os determina pode ser enunciada desta maneira: quanto menos têm para dizer, mais têm para comunicar.»

Idiossincrasias da restauração

«eu também sou uma celebridade. Quando entro num restaurante e peço uma mesa, dão-me a melhor que têm e desfazem-se em sorrisos.»
Woody Allen a Francisco Ferreira, em Paris | Expresso/Atual, 15.Set.2012
- x -
«As pessoas são simpáticas comigo e dizem umas coisas sobre o que escrevo, o que as tocou, são amáveis. Talvez ser conhecido me arranje boas mesas em restaurantes.»
Salman Rushdie a Clara Ferreira Alves, em Londres | Expresso/Atual, 22.Set.2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O professor Marcelo diz

cócigas. *
TVI, 16.Set.2012 [minuto 17:10]

Amanhe-se.
__________________________
*

Nova luminosa reflexão do magnífico António Guerreiro

«[…]
Quando a máquina governamental inventa esse novo dispositivo que consiste em taxar os trabalhadores a favor dos que potencialmente oferecem trabalho, o que há aqui de novo é apenas a ausência de máscaras, o desnudamento despudorado, porque naquilo que o dispositivo tem de essencial não há novidades (de resto, a "novilíngua" da nova teologia económica que substituiu os "trabalhadores" por "colaboradores" é, a este respeito, bastante eloquente).
[…]
A célebre exortação de um membro do governo actual a que os portugueses ousem sair da "zona de conforto" consagra a grande utopia do capitalismo na sua fase actual - uma utopia em fase de realização- que é a de uma sociedade em que a totalidade da mais-valia seria proveniente do fenómeno do 'desenrasca-te' generalizado (isto é, "desinstala-te de ti próprio e põe-te a caminho, sem garantias"). Sair da zona de conforto é a nova figura da "Mobilização Total" que desde 1914 já conheceu algumas formas, algumas delas sinistras, como sabemos.
[…]
Quando ouvimos os discursos do primeiro-ministro e do ministro das Finanças que incendiaram o país, percebemos esta coisa dolorosa, que já sabíamos muito bem, mas que se torna obscena quando explicitada tão às claras: que a nossa margem de liberdade é mínima, que somos controlados por dispositivos até aos mínimos detalhes, que entrámos numa contabilidade diabólica e não somos mais do que corpos inertes atravessados por poderosos processos de dessubjectivação, isto é, que nos subtraem à condição de sujeitos.
[…]»

Manuel Loff - Rui Ramos [II]

História actualizada *:
«[...] gostei da polémica [...]»
Joaquim Vieira | DN/Quociente de Inteligência, 15.Set.2012
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* Quem quiser que a continue e complete.

domingo, 16 de setembro de 2012

Do rigor na contextualização

A partir do minuto 3:25 do episódio 6 da temporada 1 de “Felizes para sempre”, que o Canal Q vem retransmitindo desde 13 de Julho passado, Nuno Markl diz com óptima dicção a seguinte coisa:
Há um álbum clássico de Rui Veloso, “Mingos & os Samurais”, de 1990, em que, a dada altura, na 6.ª faixa do 2.º disco - uma canção chamada “A Paixão (Segundo Nicolau da Viola)” -, é possível ouvir-se o seguinte verso:
[Rui Veloso no gira-discos com óptima dicção,
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção.]
Não se ama alguém que ouve a mesma canção.
Mito ou realidade?

Depende.

sábado, 15 de setembro de 2012

Homem - Mulher

«[…]
A dominação masculina, baseada em algo que se transmitiu como um ‘direito natural’, tem por sua conta uma história tão infame e criminosa que, comparados com ela, os grandes genocídios são notas de rodapé no livro negro dos terrores. E, no entanto,
[…]»

Ler, por exemplo, Pedro Santos Guerreiro; escutar, por exemplo, António Bagão Félix

Revista Sábado, 13.Set.2012
SIC Notícias, 14.Set.2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A memória de peixe de Patrícia Vasconcelos

Patrícia Vasconcelos:
Um dia numa rádio oiço falar um comandante da TAP, chamado António Costa Pereira, a falar sobre uma petição sobre o desperdício alimentar. Bem, eu achei aquilo uma ideia tão genial que no mesmo segundo mandei-lhe um email a dizer
- Olhe, não me conhece, eis aqui o meu número de telefone, eu gostava muito de colaborar consigo, se puder ajudar, tenho as mesmas preocupações.
E nem cinco minutos depois, eu já tava noutro assunto completamente… já tinha passado para outra coisa e ele liga-me e diz
- António Costa Pereira.
E eu
- Quem?
- António Costa Pereira!
E eu, silêncio… Não me lembrava…
- Mandou-me um maildesperdício alimentar.
- Ah, sim! Desculpe, sim
Bem, mega rápido! E eu pensei assim «Uau, que grande organização!». 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Manuel Loff - Rui Ramos * [I]

«[...]
E foi assim que ganhou carácter de urgência a defesa de Rui Ramos contra os seus defensores.»
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** Nem por o competentíssimo e brilhante António Araújo estar de consultor no grande palácio e curador na mercearia maior, tal diminui, depois de lido tudo incluindo os falados capítulos da História, a minha nova convicção: o professor Manuel Loff pratica a desonestidade de modo alarve, coisa que AA pôs à mostra. Por alguma razão que tenha na querela, Manuel Loff não me parece pessoa que se cheire ou recomende.
Também não morro de amores pelo Ramos mas é capaz de não ser tão mau assim. Aliás, acredito que tem lados estimáveis. Leio-o sempre no Expresso e acompanho-o no Canal Q.
Ainda António Araújo… Devo-lhe a emoção de um dos melhores posts da blogosfera portuguesa: “The Problem We All Live With.”
Caro leitor, se não conhece, prepare-se; requer fôlego.

Esquerda, cegueira e má-fé

«[…]
Portugal é um bom exemplo de como toda a esquerda, desde as múmias Ieninistas aos socialistas deslumbrados com o dinheiro fácil, passando pelo BA (esquerda Bairro Alto), passaram décadas a venerar como boi sagrado uma legislação e doutrina laboral que tornava impossível despedir o pior dos trabalhadores, assim protegendo os medíocres, os calões e os batoteiros das falsas baixas, nivelados com os que queriam trabalhar e nunca conseguiam sair da cepa torta. Os baixos salários, uma das características endémicas da nossa economia, não foram apenas impostos por patrões sem escrúpulos, mas também por um sindicalismo que sempre quis nivelar todos por igual, acabando a nivelar todos por baixo. […] A cegueira e a má-fé da esquerda prepararam o caminho para a ruína dos países e para a vingança histórica da direita económica a que agora assistimos. […] E o pior de tudo é que essa esquerda continua lá. Sem capacidade de reacção ou de alternativa, porque nada aprendeu com o desastre que cozinhou.
[…]»

Voto em transeunte

ainda que às vezes goste tanto, ou mais, ou menos, de menina, cãimbra, soslaio, prestes ou enredo; para não falar de lume ou de celeuma.
Acho luz uma palavra belíssima.

«[…] qual a sua palavra preferida? Um dia, Woody Allen recusou-se a responder, mesmo depois da insistência: «Não posso dizer, a minha mãe pode estar a ver o programa.» Marcello Mastroianni disse «lumière», que não é tão bela como luz, e Françoise Giroud, que dirigiu a revista L'Express, disse «tendresse», que é mais bela do que ternura. Um escritor de quem me esqueci o nome disse «concupiscência». Bernard Pivot também fundou a revista literária Lire e criou os Dicos d'Or, campeonatos de ortografia, que mobilizavam a França com ditados. Foi ouvindo-os, a esses ditados, que eu suspeitei de que a nossa cultura facilitista começou com a falta de duplas consoantes.
[…]»

Acordo Ortográfico [70]

"Sou espanhola e sou contra o AO90"

sábado, 8 de setembro de 2012

Profunda gratidão

Do fundo do coração, obrigado, camarada Jerónimo, muito obrigado, senhor bispo Louçã.
Desde que o PCP e o BE ajudaram a pôr na governação o pior PSD de sempre, já de si sempre funesto e, no mesmo passo, a recompor o PS com a direcção mais decepcionante de que há memória, desde então - Primavera de 2011 -,  a vida dos portugueses não tem parado de melhorar.
Nunca será demais clamá-lo: obrigado, bispo Louçã, muito obrigado, camarada Jerónimo! Do fundo do coração. O país ficar-lhes-á para sempre grato tal como - injustiça não o lembrar aqui - eternamente gratos ficaremos por quanto nos tem ajudado a prosperar o bronco de Boliqueime.
Abençoados todos os que nos livraram de Sócrates, o grande Satã. Por um triz, não viriam a tempo.
__________________________________ 
José Manuel Pureza, minutos antes de, pelas 19:55 de 23 de Março de 2011, se erguer contra Sócrates ao lado do CDS, do PCP, dos Verdes e dos outros, numa oração arrebatadora e profética contra o empobrecimento.
Ano e meio depois de, com a ajuda do seu voto, Portugal ter começado a inverter a trajectória de desgraça a que o grande Satã nos conduzia, o BEato Pureza  no DN de ontem, com rara clarividência e um advérbio certamente a mais:
[...] Disseram-nos para nos atirarmos a um poço e nós, com uma responsabilidade exemplar, atirámo-nos. E só porque nos atirámos exactamente como eles disseram - ou até com mais convicção - é que temos agora autoridade para lhes pedir que nos atirem uma corda. Pois. Desculpem, mas assim que mal pergunte, tirem-me só uma dúvida certamente irresponsável: atirarmo-nos a um poço é bom?
Convenhamos que é preciso descaramento para vir perguntar, num país mais rico e feliz do que nunca, se atirarmo-nos a um poço é bom.
Então o Zé Manel, que se atirou, a ponto de perder o lugar no parlamento, não sabe? Mas ca ganda lata!
Já agora, obrigadinho também a si, senhor doutor. Do fundo do coração.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Neil Armstrong | Che Guevara

«[…]
nem todo o conhecimento científico evitou que, no ano da graça de 2012, a disposição para engolir versões estapafúrdias da realidade constitua em certos e vastos meios uma manifestação de cepticismo e um sinal de inteligência. Na verdade, trata-se da definição quase exacta de demência ou, no mínimo, da estupidez, que é livre mas não é inócua.
[…]»
- X -
«[…]
não critico quem luta em prol dos touros e venera sociopatas sanguinários. Eu próprio já marchei em defesa da flora do Gerês disfarçado de Estrangulador de Boston. O problema é que o Comandante Guevara apreciava tanto o sangue na arena como fora dela, leia-se era um aficionado da "festa brava", e isso, mesmo num país em que estudantes de Belas-Artes contestam o fascismo enquanto exaltam Marinetti, é assim a dar para o esquisito.
[…]»

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Silêncio, por favor - 3 andamentos

David Tudor parece-me algo fogoso.
Armin Fuchs escusava de gesticular tanto.
E é do meu pulso ou ambos se alambazaram na duração?
É por isso que prefiro, de longe, esta interpretação. Iluminação e acústica imaculadas, rigor no tempo*.
John Cage nasceu faz hoje 100 anos e a Google não lhe dedicou nenhum doodle.
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* Bom, rigor talvez nem tanto. Consta que, antes de as luzes se acenderem e já no bruaá dos primeiros aplausos, o pianista se pisgou, não mais tendo sido avistado desde então, acossado por um chui de mandado de captura em punho que se preparava para o deter por fortíssima suspeição de furto do segundo que faltava na peça, a qual terminou aos 4' 32'' em vez de aos 4' 33'' canónicos, nisso, de resto, cumulando delito de furto com crime de lesa-cultura. Daí, o apocalipse subsequente e a derrocada da delegação olímpica portuguesa em Londres.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Felizmente eu existo, ou estávamos todos perdidos

- Rogério Casanova na  LER de Setembro de 2012:
- "Um saco Freitag perdido em Adelaide", sobre o «absurda e inclassificavelmente brilhante» Geoff Dyer
- ‘Consultório literário’ – Qual é para si o melhor início de romance em toda a literatura?
«[…]
o que é verdadeiramente surpreendente em As Cinquenta Sombras de Grey não é o nível de subescolaridade obrigatória da prosa; é o facto de não funcionar como pornografia light ou sequer como uma pouco exigente "história de amor".
O livro não é uma fantasia romântica e é indesculpável descrevê-lo como tal. O que é, se tanto, é uma fantasia de mobilidade social. Por mais que se mencionem os seus "olhos intensos" e os arrepios vaginais que a sua mera presença provoca, o principal apelo de Christian Grey para autora e narradora é claramente o casulo "fora-do-mundo" que a sua tonelada de dólares permite.
[…]
Se é deste material que as fantasias e apetites de 40 milhões são feitas, precisamos todos de ajuda.»
«[…]
Vonnegut vintage: escrita fluida, diálogos absurdos, impecável timing cómico, os refrões e homilias habituais ("assim seja", etc.), e um afável mas irrevogável apocalipse.
Norman Mailer disse um dia que J. D. Salinger era o melhor escritor americano a nunca ter saído do liceu. Analogamente, podemos pensar em Vonnegut como algo ainda mais improvável: um génio que nunca saiu do berçário. E como qualquer criatura de berçário, pode passar horas seguidas a balbuciar disparates, mas retém a capacidade de fazer rir e de ser absolutamente aterrador - em segundos consecutivos.»
«[…]
construção e reconstrução do autómato - operações separadas por mais de um século - são ajustadas milimetricamente ao arco narrativo, mas não devolvem nenhuma ressonância. Os seus significados são demasiado óbvios ou demasiado difusos para emergirem naturalmente do texto. O leitor resigna-se a adivinhar, nos interstícios do livro, um livro diferente, e melhor - com metade dos temas descartados.
[…]
como um relógio parado, o romance de Carey limitou-se a estar certo apenas duas vezes
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* Já agora, que achou a doutora Clara Ferreira Alves desta merda?
«[…]
vaginas sem biografia. As mulheres comandam o mundo. Não o mundo todo, apenas o mundo dos livros mais vendidos. Livros em que o homo erectus comanda as mulheres.»

altos dignatários, *

ó doutor Alberto Martins!? Fica-lhe muito mal.
Chafarica do Crespo | SIC Notícias, 04.Set.2012 [minuto 19:59]
_____________________________
* dignitários, s.f.f.

«Semiótica dos hipócritas»

São os pinículos, Val.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Gosto da ASAE

Não confio, de modo geral, na bondade dos indivíduos que diabolizam sistematicamente a ASAE, como se a ASAE fosse personificação do mal, só porque foi criada na governação do engenheiro Sócrates. Apetece-me quase sempre desejar-lhes umas valentes intoxicações alimentares acompanhadas, de cada vez, de três ou quatro dias de glorioso e febril esvaimento disentérico e emético. Quando se sentirem enganados pela contrafacção do que consomem ou lesados pela contrafacção do que produzem, é muito bem feito. E se, nessas circunstâncias, lhes suceder darem por si a recriminar intimamente a ASAE por intervenção menos diligente, mais bem feito ainda. A genuinidade de um bagaço redentor ou a autenticidade de um belo queijo artesanal  soam-me sempre a sofisma.
Tirania securitária ou despotismo salutífero são outra coisa.  
Vendo melhor, se calhar o que me leva a antipatizar com os que não gostam da ASAE é mais forte do que o que me faz gostar da ASAE.
Antes não fosse precisa a ASAE; mas a humanidade não é flor que se cheire.
De menor préstimo, ou nenhum, são por exemplo as Forças Armadas e ei-las aí esplendorosas e imbeliscáveis, a brincar com dois submarinos inúteis e tudo. Porque não as concessiona o Passos Coelho aos chineses? Não vejo que mais mal ao mundo viesse disso.
E, por favor, deixem a RTP 2 e a RTP Memória, ao menos essas, como estão que estão muito bem. 

Classe média

«[…]
A classe média, de que tanto se fala hoje, é uma categoria sociológica que já teve um nome muito mais carregado de significado político-cultural: pequena burguesia.
[…]
O pequeno-burguês não é necessariamente ignorante, mas a sua cultura procede pela homogeneização e anulação de tudo o que pode ameaçar a sua utopia concreta da mediocridade que se impôs, aliás, como estilo de vida a que todos aspiram.
[…]»

Urbinorbinos, quinta-feira de ascensão

«[…]
Vivemos, afinal, um tempo de muitas formas ilusórias de partilha, a começar pelo “gosto” (de polegar levantado) que alguns parecem confundir com a nova crítica da razão pura.
[…]»
 
Quando, na “Decisão Final” de quinta-feira passada, pelas 22:00, na RTP 1, o Malato perguntou ao concorrente se os irmãos também se dedicavam à política, Paulo Teixeira,  licenciado em medicina veterinária na UTAD, saxofonista no conservatório, acordeonista na tuna e vereador do PPD/PSD em Arouca, começou a resposta assim:
- Eu não sou político na verdadeira ascensão da palavra...