quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Aos que brandem as objecções do(s) costume(s)

ao amor entre duas pessoas com grande diferença de idade chamo a atenção para o consensualmente aceite, admirado e ternurento amor do Papa Francisco pelo menino.
- Foda-se, Plúvio, mas isso não configura pedofilia?

Toponímia aimínopoT

No sentido da
 !
SERIA A RUA L

Para que se não diga que este blogue é frívolo.
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Já agora.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Acordo Ortográfico [99]

«A História repete-se.
Em 1911 e em 1945, como se sabe, Portugal ficou a "ortografar" sozinho.
Mais recentemente, a quatro dias do termo de 2012, Dilma Rousseff protelou o "problema AO90" para Dezembro de 2015, decretando que a obrigatoriedade do autodenominado "Acordo Ortográfico" no Brasil ficava adiada para 1 de Janeiro de 2016.
Cremos que, como se diz em futebolês, a "Presidenta" (sic) do Brasil voltará a chutar para canto (ou "escanteio"), com um novo decreto.
Nesse caso, Portugal ficará com duas saídas: ou (1) a via autofágica de deixar desagregar um sistema linguístico estável através da corrupção da grafia imposta ao sistema de ensino e à administração pública por uma mera Resolução do Conselho de Ministros (a RCM n.º 8/2011) assinada por José Sócrates,  ou (2) a recuperação da sanidade mental colectiva, conferindo o justo valor patrimonial à ortografia consuetudinária do Português-padrão, a única com legitimidade natural e legal, aquela de que a sociedade civil portuguesa nunca abdicou globalmente.
[…]
Podemos pôr o champanhe no frio? Assim sim, feliz 2016. Enquanto a "bomba" circula nos corredores do Planalto e do Itamaraty, antes de deflagrar no clube dos "lusófonos" que tanto vêm lucrando com este crime de lesa-Pátrias, ficamos de olhos postos no Brasil, neste País circunstancialmente refém de quem nos crê a alma cotada em petrodólares, nesta impossível rota anti-histórica e contra-evolutiva traçada na demanda por nenhures, degredada, náufraga, desnorteada... pelo Cruzeiro do Sul. Raptaram-nos esta velha Europa cultural, que definha e agoniza a bordo de um navio petroleiro da Europa política; pagamos o resgate – vão-se todos os anéis, fiquem todos os dedos.»

Tu - Zoologia aplicada

«A maior parte destas coisas são ditas por tu e por tu tratam-se as crianças e os animais; não se tratam as pessoas em pé de igualdade.»
Quem sabe sabe, quem sabe ensina.

O que sei de Deus

Nunca me cansará o espanto com que ouço as pessoas falar de Deus, blindadas de convicção quando não de certeza absoluta. O que certas pessoas sabem e dizem de Deus, deuses meus! Sabem o que Deus é e conseguem até saber o que Deus não é. Como sabem? Sabe-se lá.

Por exemplo, o senhor padre Tolentino: 
«[…]
É verdade que não sabemos a forma de Deus. Tanto crentes como não-crentes, bebemos o silêncio de Deus nas próprias mãos. Deus não é manipulável, domesticável por discursos e representações. A tradição bíblica, quer judaica quer cristã, é muito escrupulosa em manter a indizibilidade de Deus. Porque perguntas o meu nome?, respondeu Deus ao pedido feito pelo patriarca Jacob para que se autonomeasse (Gen 32,30). Deus escapa-nos, é sempre Outro, ultrapassa o que possamos conhecer dele. Deus é Deus e isso coloca-nos perante uma realidade radicalmente outra. A experiência crente constrói-se por isso, não raro, num intransigente e ardente oximoro, que é a sua figura por excelência: uma plenitude feita de vazio, um brilho que emerge às escuras, a palavra tornada carne.
Digo muitas vezes que, sobre Deus, faz-nos bem a nós crentes escutar os não-crentes.*
[…]
O que é que distingue a experiência crente? Talvez apenas isto: compreender que somos procurados, que a nossa fome de verdade é já encontro, que a nossa carência de absoluto é já contacto com o infinito. Quando falamos sobre Deus damos razão à frase do “D. Quixote” que garante: não é a estalagem quem mais nos ensina, mas sim a estrada.»
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* Deixa cá, pois, escutar-me.
- Que pensas, Plúvio, do siderante silêncio de Deus? 
- … nhã nhã nhã … rebéu béu … de modo que … se calhar … Há uma intuição rebelde que me sugere que Deus, desesperada e prodigiosa invenção — com barbas e um feitio dos diabos — do Homem, fala ou cala-se conforme o Homem queira ou ao Homem apeteça. Como se o Homem fosse o ventríloquo e Deus o seu sublime, ínscio, oco e amorfo boneco. Depois … nhã nhã nhã … temos Bach, António Carlos Jobim, a ciência, este gajo e essas coisas todas. 
Talvez, não sei. Mas há quem saiba.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Acordo Ortográfico [98]

«[...]
Os cidadãos, desinformados e acríticos, vêm aceitando a canga que o Estado lhes imponha e, mais, conformam-se a oferecer filhos e netos no altar de quaisquer sacrifícios, necessários ou suicidários. Grassa a irresponsabilidade militante. O gás metano que emana do medo, da subserviência das reses que assim guiadas se encaminham com as suas crias para o matadouro, é irrespirável.
[…]
O PS saberá o que quer para si, para o País, para Assis? Rima, deixo rimar... O PS parece gravemente desassisado, incapaz de um pensamento post-socrático.
Agora a sério, remeto aqui sobretudo para a exortação que o próprio Assis fez. Mas, convocando todos os portugueses, interpelo mais quem tem de tomar decisões mais complicadas. Esta é uma exortação que os não exorta, de facto, só lhes mostra que um político pode não ser sectário e imediatista, pode pautar-se pela solidez e pela constância de referenciais não negociáveis.
Rir-me-ei perante frase análoga à que citei, mas em reacção – bem eufemística! – à inevitável retirada do monstro estupidográfico das escolas e da administração pública, cuja suposta "legalidade" ou "obrigatoriedade" radica apenas numa Resolução do Conselho de Ministros (a n.º 8/2011)  assinada pelo melhor amigo de Carlos Santos Silva, após um obscuro tratado internacional ter sido congeminado à revelia dos direitos culturais e linguísticos (direitos humanos consagrados internacionalmente!) dos povos assim tão mal representados: “Tratou-se de um lapso, que não voltará a repetir-se.”
Em face dos séculos de História que nos sustêm e dos séculos de futuro que nela contemplamos, a Língua Portuguesa segue dentro de momentos.» 

- x -

domingo, 27 de dezembro de 2015

Vamos experimentando

Primeira pergunta de José Cabrita Saraiva a Rui Veloso, no Sol/b.i. de ontem:
- Porque é importante ter tantas guitarras diferentes?
Rui Veloso:
- É como as mulheres. Vamos experimentando até encontrarmos uma boa. E também temos de as tratar bem.


Vá, toca a zurzir o Veloso.
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Em tempo [28.Dez.2015]
«[...]
"Comia-te toda"; "ó borracho, queres por cima ou queres por baixo? / queres pela frente ou queres por trás?"; "dava-te três sem tirar"; "ó estrela, queres cometa?"; "ó jóia, anda cá ao ourives".

Faltou uma à doutora Câncio:
Deixa experimentar, a ver se és boa.

Português-Betão, Português-T3

Convenhamos que «construção e imobiliário de língua oficial portuguesa» tem um quê de, em bom vernáculo, je ne sais quoi; mais bem dito, um cuá de je ne sé quê.
Minha amada língua, minha oficial respiração...
Cáspite!

sábado, 26 de dezembro de 2015

Eu. O óbvio óbvio?

Peço desculpa por não vir aqui tanto. É que tenho sempre muitas palavras ao lume.
Por exemplo, estas que tinha e sirvo ainda a escaldar.

Tudo começou, não na concepção, não no nascimento — desse ponto de vista, aliás, nada começa ou termina, tudo é continuação — , mas quando me dei conta. Aí é que foi e daí não há recuo. Dizemos eu e sabemos, ou julgamos saber, do que e de quem se trata. Estamos fodidos.
Eu é uma coisa sussurrante delimitada pela minha pele e pelos meus pêlos pppp. Mais nada parece haver, até que, dentro do caixote oblongo, tenha perdido definitivamente o meu ponto de vista.
Enterrar ou queimar *, eis a questão.
Simples.
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* E jazigo, Plúvio?
Não seja por isso.«Enterrar, guardar ou queimar, eis a questão».

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Paradoxo

Alguém me explique.
Se — toda a comunicação social não se cansou de informar e relembrar até à náusea — o Chelsea era «o Chelsea de José Mourinho», por que abstrusa razão foi a coisa detida a desfazer-se do detentor e não este daquela?

«O Zenit de André Villas-Boas», «a Fiorentina de Paulo Sousa»...
Brrrnhac.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O inímigo

Poetou em francês o francês Voltaire — "La Bégueule", 1772 — que um sábio italiano escrevera, sabe-se lá quem-quando-e onde, que o óptimo é o inimigo do bom [traduzo agora eu fazendo conta de que nunca tal ouvira].*

Pois será, mas não em todo o lado. Pelo menos no Centro de Portugal, com um inimigo destes bem pode o bom continuar a dormir descansado.

Danos colaterais do malfadado Acordo Ortográfico? Decerto, embora me incline mais para acção directa da burrice.
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* Dans ses écrits un sage Italien
   Dit que le mieux est l'ennemi du bien.
[...]

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Recado à Ágata,

para sua cultura geral:

«Um programa de televisão sobre cultura geral que não tenha a pergunta "Qual é o maior órgão humano?" não deveria ser validado pelo governo civil. […]»

A doutora Ágata Xavier, jornalista, também tira fotografias. 

Já agora, porque me apetece, pergunta-modelo num concurso de cultura geral:
Qual das seguintes é a entidade que, em Portugal, valida sorteios, concursos publicitários, concursos de conhecimentos, passatempos e afins? * 
a.  MÓNICA
b.  LILIANA
c.  MALATO
d.  SGMAI
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Porque é que os leitores do Público são os mais cultos?

«[...]
Dentro de seis anos deverá entrar em funcionamento o Telescópio Gigante Magalhães no deserto do Norte chileno. Mas até lá, os céus daquela região poderão ficar menos prístinos devido à iluminação pública.
[...]
'Actualmente, existe o receio de que a astronomia de base terrestre esteja em risco a longo prazo. Já não existem assim tantos locais prístinos no mundo', diz Patrick McCarthy, presidente do TGM.
[...]»

Os leitores do Público, jornal diário português,  são mais cultos do que os outros porque não precisam de ajuda para compreender as pristinices traduzidas da Reuters sabe-se lá por quem e a que preço.
Por exemplo, o meu caso. Com uma cultura muito acima da média, tão acima que quando escorrego levito, alcancei logo que os prístinos são primitivos. Mal os vi, acudiu-me à lembrança a críptica frase latina com que, de chofre e sem explicação, Umberto Eco remata — página 503 da primeira edição que li por 10 000 liras, no original italiano, em 1981 — "Il nome della rosa":
stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus.
Tanto me encantou que nunca me esqueci dela. Não me canso de a repristinar.

Por estas e sobretudo por outras é que a minha sábia mãe se gastava a dizer-me: «Ó filho, és tão culto que não percebo nada do que dizes.»
Pois se até eu mal me entendo...

Duas por todos

«[…] O nosso lema — UMA POR TODOS — diz-nos da esperança de levarmos até Belém uma política que não exclua, uma política que não se coloque ao serviço das minorias privilegiadas de sempre. […]»
"Manifesto" da candidatura da doutora Marisa Matias à Presidência da República/2016.

Por conhecer bem a novilíngua do Bloco de Esquerda, quando vi o cartaz desenvolveu-se-me no bestunto a seguinte lucubração que transcrevo, pedindo desde já desculpa por alguma infidelidade ao alinhamento dos lexemas com que lucubrei: Belo tiro de propaganda, sim, senhora! Mas faltam ali três palavras. O genoma destes modernos e perfumados comunistas determinaria "UMA POR TODOS E POR TODAS". Uma vez sem exemplo, o Bloco [como elas e eles se auto-referem, com o mesmo enlevo, simplificado mas sempre respeitoso, com que dizem, por exemplo, «o Zeca» para falar do antigo cantor e notável criador de canções, José Afonso] deixa de ser ridículo na fala para que não se perca o efeito mosqueteiro da mensagem. São BEatos mas não são parvos.

Mais se compromete a pastorinha do venerando Boaventura no supradito "Manifesto":
«[...] Serei uma Presidente de todos e todas as portuguesas [...]»*
Estranho é que diga «Presidente» em vez de «Presidenta». Ó doutora, há que orientar a gramática pela do bispo Francisco Louçã que já estabeleceu o cânone [antepenúltimo parágrafo].

Mudemos de doutora, que três verbetes seguidos — este, este e este — com a marxista Matias são canseira a mais até para um catedrático do pluviotariado. 

«[…]
Inês Maria Meneses- Nunca foste uma 'troca-tintos'?
Maria João de Almeida- Várias vezes! O caso mais flagrante foi no Concours Mondial de Bruxelles, do qual sou júri há vários anos.
[…]»

À Maria João, sim, é que assentaria que nem luva inconsútil o lema da outra, "Uma por todos". Mais jurados para quê? Ela avalia por todos, ela é júri. **

Acho deliciosa — inebriante, para dizer com justeza — a parte em que a doutora Maria João de Almeida informa que «Leccionou na pós-graduação de Marketing do Enoturismo, na Universidade Lusófona.». Uma cadeira do tipo 'Alc. 14,5% Vol. mais uns pozinhos'...
Caro leitor, cara leitora; cara seguidora, caro seguidor; caro fão, cara fã, ainda está a ver os enograus ou já está d'olhos em bica?
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* Sempre que oiço «portugueses e portuguesas» ou «todos os portugueses e todas as portuguesas», gera-se-me a ideia de que a população de Portugal duplicou. Se calhar tenho o periscópio avariado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A lepra dos colaboradores e a escola dos falantes

«GOOGLE DOCKS – Sede europeia da Google, na Barrow Street, em Dublin, onde trabalham mais de 2500 colaboradores, distribuídos por várias edifícios, [...]»

Sabemos que o "fascismo empresarial" — António Guerreiro dixit — interditou a nobre palavra trabalhador e vejo a miudagem do jornalismo a corar de vergonha e de receio se tiver de a pronunciar perto dos seus capatazes.
Mas caramba, que custava ao Micael Pereira ter escrito «onde trabalham mais de 2500 pessoas»? A ele, que até nem veio da Católica...

Micael Pereira, formado na Universidade Nova em Estudos Portugueses, é o mesmo simpático rapaz que às 12h17 de sábado, 05.Set.2015, explicava aos espectadores* da SIC Notícias:
«Noutro dia fizemos essas contas lá no Expresso. Ele [José Sócrates] julgo que interviu publicamente doze vezes desde que foi para Évora.»
Pergunto-me e quero imaginar como falaria o jornalista, não fossem portugueses os estudos que cursou...   

Como se vê, a doutora Marisa Matias não é a única a intervir em público mal e parcamente. A própria Carolina Morais, oriunda da universidade do Micael mas, convenhamos, mais bonita do que ele, também não é grande espingarda a intervir:
«Leslie Moonves, presidente do CBS, interviu na emissão e dedicou algumas palavras ao apresentador.» - DN, 05.Abr.2014
Enfim, não era; esperemos que tenha entretanto aprendido.

Vá lá, meninos, devagarinho, eu intervim, tu intervieste, ele interveio...     
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* Todas as televisões, num abuso antigo a que não se vê meio de o doutor Francisco George pôr cobro, tratam os seus circunstanciais espectadores por «os portugueses»; pior, «os portugueses lá em casa ... votaram e decidiram ...» Começam-se, bolas!**
Quem nos acode?

** Em tempo,
para o leitor que veio ao algerozarrobaiolpontopt intrigado com este «começam-se». Nada de especial: imperativo de comedir-se.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Mareisa Matias, Marisa Mateias

«Houve momentos em que o Tribunal Constitucional interviu para garantir a constitucionalidade de algumas medidas.»

Pastorinha do intragável e vaidoso bonzo de Coimbra, licenciou-se e concluiu um doutoramento «com louvor e distinção, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.»
Com "pedigree" tão distinto e aspirando ao mais alto cargo da nação, não se lhe perdoa que intervenha tão desastradamente. O pior é que é em público e, não me canso,  há sempre o risco de crianças a escutar.   

Só melhoro quando chove[Adélia Prado] Lá nisso não pode o Plúvio estar mais de acordo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Teresa Rita Lopes | Fernando Pessoa e a «trouxa do Desassossego»


«Pessoa fazia tudo em grupos de três. Três é a conta que Deus fez.»

Vá, leitor, são só 10 minutos:

Que tal?
Obrigado, Teresa Rita Lopes, por mergulhar em Fernando Pessoa talvez melhor do que ninguém.
Obrigado, António Carlos Cortez.

«Pessoa percebeu que ia morrer.»
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Teresa Rita Lopes, Agosto de 2015:
- "Livro do Desassossego"... «aquilo são três autores perfeitamente individualizados.»
- Fernando Pessoa ... «creio, ou quase creio.»
- «História dos heterónimos  ...  a minha teoria ...  limo humilde das afeições
- «Pouco a pouco a escrita desconjunta-se.» 
- «Ainda há um Pessoa por conhecer

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Tragédia na língua do senhor Primeiro-Ministro


Catarina Martins, do BE, acabara de intervir na primeira sessão de debate do programa do XXI Governo Constitucional. 
Ferro Rodrigues- Obrigado, senhora deputada. Tem a palavra, para responder, o senhor Primeiro-Ministro, António Costa. 
António Costa- Muito obrigado, senhor Presidente; obrigada,* senhora deputada Catarina Martins, e em si saúdo o Bloco de Esquerda e a solução política que contribuíram para construir e dar ó país uma solução de governo com suporte maioritário estável nesta Assembleia da República.

Insisto: podem estar crianças a ouvir. Quem lhes acode?
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* Já agora.

«Bondade»

Joel Neto | DN, 02.Dez.2015