terça-feira, 25 de julho de 2017

Cerca de 882

«Nós temos neste momento cerca de 882 operacionais no terreno distribuídos pelas três frentes.*»
Autoridade Nacional de Protecção Civil
25.Jul.2017

Entontecem-nos de exactidão.
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* Ou seja, cerca de 293 por frente; com maior rigor, aproximadamente 295. Uf!

PS
Falta resolver cerca de quantos mortos houve em Pedrógão Grande.
E não se pense que a  empresária Isabel Monteiro é a única a contabilizá-los.
Não faltam por aí craques na matéria.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Gentis cavalheiros

A propósito daquilo no Expresso/E, em papel, de 15.Jul.2017, o doutor Pedro Afonso publica no Observador de hoje uma coisa intitulada "Os donos ideológicos disto tudo", que recebeu pelas 14h00 este comentário de Jay Pi.

Anatomia

Recebi um e-mail indignado no algeroz:
«Cartilagíneo, o caralho!»

Caralho cartilagíneo?
Confirmo: não é
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Nunca tinha recebido correspondência de pessoa tão importante.

domingo, 23 de julho de 2017

Como detectar um idiota

Idiota pode ser alguém que fala assim:

Eu não tenho dúvida, nunca tive dúvidas

- Tenho a certeza absoluta

Cerca de 547*

«[...]
Entre 1945 e 1992, cerca de 547 rapazes de um canto coral (?) eclesiástico foram vítimas de assédio físico e sexual em Regensburg, na Alemanha.
[...]»

Os deuses sabem quanto aprecio o rigor. **
Diogo Ramada Curto, Sebastião Bugalho ..., a mesma escola?
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* Ostinato rigore

** Com esperança quintiplicada, lanço daqui o repto ao doutor Eurico, agora que ao poder do brilho acrescentou o brilho do poder, para que ponha, de vez, ordem na aritmética...  

sábado, 22 de julho de 2017

Ah homem!


«Vamos ter este ano seguramente o maior crescimento económico de todo o século XXI.»
Esta tarde, em Gondomar.

Nem o faltarem 83 anos e meio para que se complete o século dissuade António Costa de se comprometer por ele todo.
Só lhe falta ressuscitar os mortos.*
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* Ressuscitar vivos qualquer despertador rasca faz.

Alberto Gonçalves, um regalo


Alberto Gonçalves — que Paulo Baldaia escorraçou no início do ano do definhante DN em papel de Proença de Carvalho, José Sócrates, Pedro Marques Lopes e do genro de Aníbal Cavaco Silva, entre outros e com salvaguarda de uma dúzia de jornalistas e colunistas recomendáveis — escreve muito bem, tem muita graça e, não raro, carradas de pertinência.
É decerto isso que faz inveja, acirra e exaspera a arrogância bacteriologicamente pura e imunizada contra a dúvida, a incerteza, o talvez e o ponto de interrogação, designadamente nas capelas da socratolatria.

Sem prejuízo do que aqui escrevi faz sete semanas,  aqui,  aqui,  aqui  ou  aqui, e do que tenho dito da piniculagem ou do PSD.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Cadáver-cidadão

José Saramago e Clara Ferreira Alves, a mesma desonestidade.
Desonestidade agravada, no caso de Clara Ferreira Alves. 

«há um ou dois anos, numa esquadra da polícia em Portugal, um sargento, ou cabo ou lá o que era, decapitou um homem […] Se a imprensa internacional fizesse eco desse caso, facilmente se daria de Portugal uma imagem terrível: "Aqui decapitam as pessoas!

Factos
«Cerca da 01h30 de 7 de Maio de 1996, o militar encostou uma arma ao pescoço de Carlos Rosa, suspeito de furto, para o intimidar e disparou, matando o jovem no interior do posto da GNR de Sacavém. Depois o corpo foi escondido e viria a ser encontrado decapitado. O Tribunal da Boa-Hora deu como provados os vários crimes de que estava acusado o sargento e condenou o militar a 17 anos de cadeia. O posto da GNR de Sacavém foi extinto e substituído por uma esquadra da PSP.»

Clara Ferreira Alves, desonesta
«[…]
Ali, nas esquadras, são simplesmente coisas que acontecem. Um tipo passa-se e bumba, dá uma tareia no preto. Ou decapita um tipo, como aconteceu há uns anos [...] A decapitação foi abafada e a coisa esquecida, para variar. Tudo coisas que acontecem. Nas esquadras. 
[…]»

«Há uns anos atrás [sic], eu lembro que houve uma decapitação numa esquadra. Estas coisas tendem a dissolver-se na nossa consciência colectiva e nós não ligamos muito a isso.»

Fique claro:
- ninguém foi decapitado;
- foi um cadáver e não foi na esquadra;
- a decapitação não foi abafada.  

Quando dispuser de pachorra e tempo, trarei mais exemplos, quantitativos e objectivos, da fraca fiabilidade desta bem-conceituada jornalista e portanto, dito isto, não tenho a menor dúvida que acompanho há mais de 30 anos com atenção e, amiúde, com admiração. Mas nem tudo vale, doutora Clara Ferreira Alves.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Salgadócrates e outro gado


"O primo, o sócio e o contabilista
- Exclusivo -
Os testemunhos que tramaram Salgado
O banqueiro era íntimo de Sócrates, dominava a Portugal Telecom, indicou o ministro das Finanças da Economia e chantageou Passos Coelho. Leia os depoimentos"

Salivai, babai, capelas da socratolatria:
Mentira, infâmia, perseguição, cabala, injúria, esgoto, difamação maldosa, ignomínia!

Domingo, 16.Jul.2017 - Almoço em Lisboa organizado pela associação JusLiber-Justiça e Liberdade*
«Isso é uma mentira! […] Vamos em quarenta e oito meses, quarenta e oito!** O máximo é dezoito!!» 
«O que há para dizer neste momento é o seguinte: quem está sob suspeita — sob suspeita! — é o Ministério Público. Não sou eu, é o Ministério Público.»

«Venho aqui também defender-me. Defender-me da campanha recente de insinuações e de suspeitas, campanha essa que é uma campanha de insinuações absolutamente delirante, absurda, falsa, injusta e mentirosa. Pretendem apresentar-me como se eu fosse próximo do doutor Ricardo Salgado, como se tivesse alguma coisa a ver com os seus interesses, com o interesse do BES ou com o interesse da administração da PT.»

Enfim, gente rica, gira, porreira, amiga.
Capa do extinto "24 horas" de 28.Set.2006, dirigido por Pedro Tadeu, hoje camarada de Fernanda Câncio no DN.
Festança-inauguração, em 24.Set.2006, domingo, da adega de Henrique Granadeiro na Herdade dos Perdigões. Câncio e o namorado almoçaram à mesa do arcebispo.

José Sócrates é mentiroso? Pelos vistos, sim; atestam-no Ferreira Fernandes  e  Clara Ferreira Alves.
José Sócrates é corrupto? Veremos.
Do que não parece sobrar dúvida é de José Sócrates, um príncipe de delicadeza.

** Ó senhor engenheiro, tenha calma, não se esvaia em pressas que a acusação vem aí, seguramente com um tempo de investigação proporcionado, por defeito, ao tempo e à complexa, ardilosa e sofisticada inteligência na perpetração da moscambilha.
Quatro anos de espera não são nada. Deixe-se vir a acusação e cá estarei, chegue eu aos 100 anos, para assistir à manobra, truques, incidentes e expediente dilatório, por parte da defesa***, a retardar acto a acto, de instância para instância, o trânsito em julgado até, como de costume, ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos se corte superior não for entretanto criada na galáxia. Venha a acusação e nunca mais ouviremos José Sócrates, João Araújo***, Pedro Marques Lopes ou o presidente-arlequim  a suplicar por celeridade no julgamento: de Sócrates, Salgado e de todos os outros — ricos, poderosos, influentes, prestigiados, amigos.

*** Clara Ferreira Alves, e portanto:
«O advogado dele que, eu devo dizer****, é bom, o advogado de José Sócrates é muito bom. Vê-se isso perfeitamente. Quem estudou Direito percebe imediatamente que é um belíssimo advogado de Direito Criminal. Não há muitos. É um bom advogado, é muito bom, é muito bom! Até nas declarações que faz e tudo. É um bom advogado.»

«Vão-se acumulando suspeitas mas é para intochicar a opinião pública. Tudo isto é uma intochicação. O Ministério Público não tem factos, não tem provas e nunca as terá.»
Quando souber dizer tóxico João Araújo tornar-se-á o melhor advogado do planeta.
«O Direito é matemática! O Direito é física quântica!»
Clara Ferreira Alves  |  Eixo do Mal, 11.Set.2016

«o Direito é uma ciência exacta»
Judite Sousa- O senhor doutor continua a acreditar na inocência de José Sócrates, pelo que se percebe. 
João Araújo- Como é evidente. Não é um problema de crença; é um problema de ciência. Saber ou não saber. Eu sei.

João Araújo, caloteiro?
DN, 16.Abr.2017
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**** «Devo dizer», tique intragável de despotismo opinativo. Daniel Oliveira e Clara Ferreira Alves, no Eixo do Mal, são dois paradigmáticos e intimidantes exemplos.

terça-feira, 18 de julho de 2017

"O poder da mente"

«[...] um estudo mostrou que 79 por cento dos alunos de Medicina [...]»

Cerca de 69% de pura charlatanice, cerca de 29% de quase-ciência. Cerca do 1% restante, poesia rasca.

Golo  de  Éder.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Morreram 64?

«Isso* é muito grave. Olhe, eu cá por mim já fiz a minha escolha da companhia que utilizo.»

António Costa não olha a meios.
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Continuo sem um pingo de admiração pelo pinículo Pedro Passos Coelho. O pobre diabo não enxerga que a persistência ridícula do broche pátrio na lapela é motivo directo do seu estertor público.

* «houve algumas [operadoras] que conseguiram manter sempre as comunicações e houve outra que teve [sicmuito tempo sem conseguir manter comunicações nenhumas.»

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Eu, quem?

Calipto.

«Foram os eucaliptos, propagando o fogo de uns para os outros, de um lado para o outro da estrada, através das suas copas, quem matou aquelas 47 pessoas.»

Ó senhor doutor e ilustre escritor Miguel Sousa Tavares, pelo amor da santa, «foram os eucaliptos quem»? Que prosopopeia é essa? Logo o Miguel, a quem oiço repetidamente confessar que investe cuidado máximo – vigilância do erro, esmero na gramática – na sua lauda semanal do Expresso. 

«De facto, ao contrário do que defende a ignorância urbana e arrogante de propostas tendentes a proibir a caça, vindas do PAN, do PEV ou do BE, a caça (e também por causa da sua íntima relação com a agricultura), é uma das últimas actividades que ainda mantêm os terrenos cultivados, desmatados, e vigiados e preserva o que resta do mundo rural — cujo abandono, todos concordam, é, no fim de tudo, a causa principal dos incêndios.»
Não deixa de me fazer sorrir a objurgatória à «ignorância urbana e arrogante» por parte de um menino-bem, nado, cultivado e vivido na aristocracia citadina, putativo porta-voz da sabedoria rural de caçadeira a tira-colo. E eu pensando que a causa principal dos incêndios fosse a maldade louca... 
Já no Expresso do sábado anterior, 24.Jun.2017, Miguel Sousa Tavares vertera copiosa sanha anti-eucalíptica em "O essencial e o marginal". Gosto da resposta – Meu caro Miguel Sousa Tavares... – que Henrique Raposo lhe deu: "Calitros" | Expresso, 01.Jul.2017".   

Não me vou sem quatro ou cinco quinaus  gamárticos no Expresso e noutras gazetas. Estão a pedi-los.

«Volta Galp, estás perdoada»
«Volta, Galp», se fazem favor. «Volta Galp» é outra coisa, senhores jornalistas.

«têm havido várias reuniões entre os advogados das duas partes»
«tem havido», foda-se. Aprendam. Aprendam. Aprendam.

«Lev Yashin, para muitos um dos melhores guarda-redes da história da futebol, também jogou durante muitos anos, até aos 41. Começou em 1950 e só terminou em 1970, sempre ao serviço do seu Dínamo de Moscovo e da selecção da Rússia, onde venceu os jogos olímpicos em 1956.»
Que merda é aquilo, ó doutor Gonçalo Lopes
«e da selecção da União Soviética que com Lev Yashin na baliza venceu os jogos olímpicos de 1956 em Melbourne», se não se importa. 

«Até sempre Henrique.»
«Até sempre, Henrique.», se faz favor. «sempre Henrique», doutor Eduardo Dâmaso, é outra coisa; sempre Henrique é o que Medina Carreira foi a vida toda.

Irra!
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* Diário de Notícias, o meu DN vai para 47 anos, definhante e desleixado como nunca. Hoje em dia, um jornal sempre disponível e lesto para os arrotos de indignação do príncipe da lisura procedimental infamado e perseguido pela justiça, para estímulo dos idólatras não vá esmorecer-lhes o fervor, mas que foi, relembro, o único diário português em papel a não conceder uma linha a Armando Silva Carvalho por altura da sua morte, no dia seguinte e em todos os seguintes dias seguintes. 
Desleixo, sim. Repare-se no sector "Opinião" da ficha técnica:
André Macedo, a quem Paulo Baldaia sucedeu na direcção, desaparecido desde 23.Mar.2017.
Miguel Ángel Belloso, desaparecido desde 24.Fev.2017.
Yanis Varoufakis, desaparecido desde 30.Nov.2016.
André Carrilho, muito bem, um génio, continua no activo. Mas porque não consta o magnífico José Bandeira, porventura o melhor cartunista de Portugal, que continua a publicar diariamente no DN desde há um milhão de anos?
E João Gobern, que ultimamente se tem desunhado a escrever, porque não consta também?
Enfim, grande tristeza.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Cartilagíneos

O cartilagíneo reina no habitat psicanalítico e psicológico* e abunda no mundo político e da politicologia, eclesiástico, comunicacional e artístico.
O cartilagíneo funciona no óbvio previsível. O cartilagíneo não surpreende.
O cartilagíneo não afronta. O cartilagíneo só excepcionalmente confronta. O cartilagíneo não arrisca o prestígio. O cartilagíneo não tem esquinas. O cartilagíneo opina em círculo. O cartilagíneo discorda suavemente. O cartilagíneo tende para o consenso dos contrários. O cartilagíneo e a volubilidade não constituem contradição. O cartilagíneo é mestre no pino e no surf.
O cartilagíneo preza quem lhe paga.
O cartilagíneo ri com facilidade e é publicamente cordato.
Enfim, o cartilagíneo respira e sobrevive eloquentemente no condicional: raramente diz, quase sempre diria; não faz, habitualmente faria.

Amostra aleatória, falível e subjectiva, de notórios cartilagíneos portugueses que reúnem um mínimo de cerca de seis dos critérios ontogénicos atrás inventariados e definidos pela escala pluvioponderada em muitos anos de observação distraída e atenta:
Não considerei espécimes da psicanálise nem da psicologia, corporações subsumidas por cartilagineidade matricial. Psicanalista cartilagíneo, psicólogo cartilagíneo, tautologias. 

Marcelo Rebelo de Sousa, presidente-arlequim, Cartilaginius rex**. Indestronável. Observemo-lo:
«Ora bom, eu diria só duas coisas: a primeira é a de que — sic, à Pinto da Costa e à Marques Lopes  foi muito útil e importante […]. A segunda observação que eu faria é esta: [...]» 
Marcelo foi sempre assim.

Já a biruta lombricóide*** pertence a um subgrupo dos cartilagíneos, muito populoso, para que agora não tenho tempo.

Com todo o respeito. 
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* A talhe de foice, António Guerreiro, "Os psi, modelo de luxo" no Público/Ípsilon de 30.Jun.2017
** Agradeço ao Eremita a formulação taxonómica.
*** Sei de uma lombriga condenada a pena efectiva de três meses de prisão de ventre. 

terça-feira, 4 de julho de 2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Pedro Marques Lápis*, sementeira pública de inanidade e disparate

«Simone Váil.»

«Esta semana morreu uma grande senhora por que [sic] eu tinha uma admiração brutal, a senhora era a número setenta e oito mil seiscentos e cinquenta e um, era o número dela em Auschwitz, teve presa em Auschwitz, foi deputada, foi uma combatente incessante pelos direitos reprodutivos das mulheres, uma europeísta convicta, ministra e alguém que marcou de forma indelével todo o nosso século XX e tamém o nosso século XXI. Uma grande senhora que merece uma grande homenagem. Simone Váil.» 

Estou capaz de apostar, falando como ele, em que este opinador/futebolólogo/tudólogo, social-democrata liberal, certamente ressentido com o seu amigo Pedro Passos Coelho** por tê-lo ignorado na ida ao pote de 2011 [«eu já tinha dito aqui de que...»], propagandista de Carlos Cruz e paladino da inocência de José Sócrates, sempre assustado com a justiça — «Eu tenho medo, eu tenho medo, fiquei com medo» —, nunca antes houvera referido, num apontamento, numa nota, num aparte, nos diversos poleiros donde perora, o nome de Simone Veil [13.Jul.1927-30.Jun.2017].
Reparei em como nos 30 segundos do seu preito, Pedro Marques Lápis, vira-casaca mimético da banalidade, não conseguiu fazer menção ao país da insigne francesa recém-falecida.
Como acreditar na genuinidade da admiração brutal de tão vigoroso admirador que não sabe dizer o nome da pessoa admirada, fazendo até desconfiar de que nem a nacionalidade lhe conhece? Eu não acredito.
«Váil»?, Pedro Marques Lápis, «Simone Váil»?

Aproveito para mais uma dúzia de relâmpagos do esplendor discursivo do nosso comunitário .

«é normal que possamos pensar que a gente a quem confiamos os nossos bens mais preciosos, defesa e segurança nos esteja a trair.» [segurança,]
«Nós confiamos às Forças Armadas a nossa defesa, a nossa segurança (aqui inclui-se a PSP e GNR), para isso damos-lhe o poder para ter armas que só elas podem ter.» [damos-lhes
«temos todas as razões para estarmos muitíssimo preocupados.» [estar

«se temos mercados pequenos e se dentro deles os operadores se vão concentrando menos funcionam todos os outros, seja o dos recursos humanos, quer os que dependem dos mercados principais.» [sejam os ... sejam...]

«A actividade privada tem um papel fundamental na recuperação económica, quer seja, por exemplo, na continuação do excelente papel das indústrias exportadoras e no turismo.» [quer seja ... quer seja]

«algo que os cultores da conversa do pântano têm razão: é notável ainda não ter aparecido em Portugal alguém que colha os frutos que eles ajudam denodadamente a semear.» [algo em que]

«Porém, reformas conducentes, por exemplo, ao aumento da produtividade ou ao aumento do stock de capital ou à supressão do nosso nível de qualificações não podem ser obtidas sem um consenso político significativo sobre o caminho a seguir, já que estes males - e outros - estão há muito diagnosticados. Resultados, por limitados que sejam, nestas áreas não se alcançam numa legislatura ou em duas.» [superação]

«mais uma vez a justiça foi demasiado lenta … em terceiro lugar há algo que raramente é dito e que é preciso tamém salientar: foram feitos [sic] muitos crimes, houve muita niglegência, … e depois houve niglegência criminosa, culposa e violenta…» [também  ...  negligência]

«Aliás, um dos problemas do Estado tem que ver com a reprodução da lógica das lutas internas dos partidos na gestão da coisa pública: o bem comum torna-se secundário face ao interesse do grupo que o colocou naquele lugar. Nada de surpreendente, toda a formação desse cidadão seguiu essa lógica.» [colocou o quê? colocou quem?]

«fica um mandato à frente dos poucos bancos que não precisaram da nossa mesada, dos que não se conhece vigarices e que passou por uma crise gigantesca do sector sem grandes abalos.» [dos de que não se conhecem

«Eu sou daqueles que pensa que a Igreja Católica*** tem demasiados privilégios em Portugal.» [pensam]

«Eu não me acredito que Assunção Cristas seja mentirosa.» [não acredito

«Agora é esta e hão-de haver mais.» [há-de haver]

Continuam a confundir-me o padrão e os critérios de qualidade de quem paga — TSF, SIC, DN, A Bola, Golf Magazine, Epicur — a quem escreve e fala assim em público.
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** «O gestor Pedro Marques Lopes, amigo de Pedro Passos Coelho que o acompanhou quando este anunciou pela primeira vez que era candidato à liderança do PSD, considera que o presidente do partido é um «bom ouvinte», mas «não é influenciável pelos conselheiros: sabe muito bem para onde quer ir». Como características de Passos Coelho, Marques Lopes destaca a «frontalidade» e a «coragem» na defesa de posições que têm custos eleitorais, como é exemplo a revisão constitucional. Marques Lopes acredita que as principais conquistas de Passos Coelho nestes primeiros meses foram o facto de o líder conseguir unir o partido e marcar uma clara diferença entre o PS e o PSD. «Já ninguém pode dizer que são iguais.» É por isso que defende que o presidente do PSD está no caminho certo para chegar a chefe de governo.»

*** Continuo a achar que o exemplo calamitoso de Pedro Marques Lápis não abona a excelência das licenciaturas em Direito na Universidade Católica Portuguesa.